Antes da presença humana, a região onde hoje se encontra Curitiba já era habitada por criaturas desconhecidas pela ciência. Pesquisas recentes revelaram fósseis de ancestrais de tatus, preguiças e marsupiais, destacando a importância do ecossistema para a evolução da fauna sul-americana.
Descobertas na Formação Guabirotuba
Os estudos foram liderados pelo paleontólogo Fernando Sedor, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), a partir de fósseis encontrados na Formação Guabirotuba, uma área geológica significativa em Curitiba. Esses achados preenchem lacunas sobre a evolução dos vertebrados no continente e no mundo.
Novas espécies de tatus ancestrais
Durante as escavações, os pesquisadores identificaram pelo menos cinco novas espécies de tatus ancestrais. As diferenças entre essas espécies estão nos detalhes das carapaças, formadas por placas ósseas chamadas osteodermos, que variam em número e formato.
Fauna diversificada e predadores gigantes
Além dos tatus, a região abrigava uma fauna diversificada, incluindo pequenos anfíbios e grandes predadores terrestres. Entre eles, crocodilianos gigantes e as “aves do terror”, aves carnívoras que podiam ultrapassar dois metros de altura.
Importância para a compreensão da evolução
As descobertas em Curitiba destacam o papel crucial da região na biodiversidade do continente há milhões de anos. Estudar esses fósseis permite aos cientistas entender melhor a evolução dos animais e a transformação dos ecossistemas ao longo do tempo.
Fonte: bemparana.com.br