Circular: Fórum de economia circular em Fortaleza destaca Ceará como polo de transição ecológica
Destaques:
- O Ceará se consolida como principal articulador de políticas públicas de economia circular no Brasil em 2026.
- Fortaleza sedia o III Fórum Nordeste de Economia Circular, reunindo cerca de 200 autoridades nacionais e internacionais.
- O evento reforça o compromisso do estado com negócios de impacto e a transição para uma economia sustentável.
O Ceará emerge como um protagonista fundamental na agenda da economia circular no Brasil, posicionando-se como o principal polo articulador de políticas públicas voltadas para este modelo em 2026. A capital cearense, Fortaleza, é o palco do III Fórum Nordeste de Economia Circular (FNEC), um evento de grande relevância que reúne cerca de 200 autoridades e especialistas de diversas partes do mundo. Esta iniciativa não apenas sublinha o compromisso do estado com a sustentabilidade, mas também catalisa debates e soluções estratégicas para o desenvolvimento de uma economia de baixo carbono e regenerativa.
Realizado entre os dias 25 e 27 de março, o FNEC ocupa espaços culturais e inovadores da cidade, como o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, o Hub Cultural Porto Dragão e a KUYA – Centro de Design do Ceará. A programação extensa, que totaliza 74 horas de atividades gratuitas, visa democratizar o acesso a conhecimentos e práticas que impulsionam a transição ecológica, reforçando a visão de que a sustentabilidade é um pilar essencial para o futuro econômico e social da região.
Fortaleza sedia o III Fórum Nordeste de Economia Circular
O III Fórum Nordeste de Economia Circular, a maior plataforma de articulação territorial do gênero no país, é um evento de destaque no calendário nacional. Apresentado pelo Governo do Ceará, com o patrocínio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), o fórum atrai participantes do Brasil, Costa Rica, Estados Unidos e Portugal. Essa diversidade de origens enriquece as discussões, trazendo perspectivas variadas sobre como implementar e fortalecer a economia circular em diferentes contextos.
As atividades programadas abrangem uma vasta gama de tópicos, desde plenárias institucionais até workshops práticos e rodadas de negócios. O objetivo central é fomentar a inovação e o empreendedorismo sustentável, oferecendo ferramentas e conhecimentos para que empresas e comunidades possam adotar modelos de produção e consumo mais eficientes e menos impactantes ao meio ambiente. A escolha de Fortaleza como sede ressalta a capacidade do Ceará de liderar e inspirar outras regiões na busca por um desenvolvimento mais equilibrado.
Parcerias estratégicas impulsionam a iniciativa
A realização do FNEC em Fortaleza é fruto de uma ampla colaboração entre diversas entidades. A ‘LB Cultura Circular’ e o ‘Instituto Reinventando Futuros’ são as instâncias articuladoras, contando com o apoio fundamental do Governo do Ceará e da SDE. Além disso, o evento recebe patrocínio de instituições como SEBRAE, Banco do Nordeste, Sudene, Finep, GIZ Brasil (via Cooperação Alemã), PROMEC, Ministério da Fazenda, Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e Governo Federal.
Essa rede de parcerias estratégicas demonstra o reconhecimento da importância da economia circular em múltiplos níveis de governo e setores da sociedade. A união de esforços entre órgãos públicos, instituições de fomento e organizações civis é crucial para criar um ambiente propício à inovação e à implementação de políticas públicas eficazes. O Ceará, ao centralizar essa articulação, reforça sua posição como um hub de sustentabilidade e inovação no cenário nacional.
Visão de impacto e o papel do Ceni na agenda regenerativa
Para o secretário da SDE, Domingos Filho, a realização do FNEC no Ceará não é um evento isolado, mas a concretização de uma política pública contínua. Essa política é focada em negócios que conseguem harmonizar rentabilidade com propósito social e ambiental, gerando valor compartilhado e promovendo a preservação dos recursos naturais.
O secretário enfatiza a conexão direta do fórum com o Comitê Estadual de Negócios de Impacto (Ceni), um colegiado instituído pela SDE no ano anterior. O Ceni integra governo, academia e setor produtivo em torno de uma agenda regenerativa, buscando soluções para fortalecer os negócios de impacto no estado. Ao sediar o debate sobre a economia circular, o Ceará reafirma seu compromisso em liderar a transição para um modelo econômico que beneficia tanto a sociedade quanto o meio ambiente. A iniciativa do Ceni é um exemplo claro de como o estado está construindo um ecossistema robusto para o desenvolvimento sustentável.
Integração nacional e internacional para a transição ecológica
O protagonismo do Ceará no FNEC se alinha com o Plano de Transformação Ecológica (PTE) do Ministério da Fazenda, que busca posicionar o Brasil como líder global na transição para uma economia sustentável e inclusiva. Carolina Grottera, subsecretária de Transformação Ecológica, destaca a importância da mobilização no Nordeste para o sucesso dessa visão nacional.
O fórum oferece uma plataforma rica para essa integração, com a participação de keynotes internacionais como Carlos Vega (Costa Rica) e Dr. Samuel Ramsey, que trazem experiências e conhecimentos globais. Os debates são organizados em eixos temáticos cruciais, incluindo Bioeconomia, Economia Solidária, Inovação, Finanças e Água, garantindo uma abordagem multifacetada. Além disso, o evento promove o empreendedorismo por meio de workshops, mentorias da GIZ e rodadas de negócios circulares, conectando a estratégia nacional às soluções práticas do território nordestino, conforme ressaltado por Rodrigo Bonecini, coordenador-geral de Bioeconomia do MDIC. Para mais informações sobre economia circular, visite o portal do Governo Federal: gov.br/economia-circular.