Ex-secretária de Finanças do Paraná é presa por desvio de R$ 152 mil e tentava deixar o país
A ex-secretária municipal de Finanças de Altônia, Sumair Pires Leles, foi detida pela Polícia na última terça-feira (24) após ser investigada por desvio de verbas públicas que totalizam R$ 152.538. Ela ocupou o cargo entre 2023 e 2024 e, segundo o Ministério Público do Paraná (MP-PR), utilizou seu acesso às contas da prefeitura para realizar transferências irregulares para suas contas pessoais.
Circunstâncias da Prisão
A prisão de Sumair ocorreu em um depósito onde a ex-secretária estava trabalhando. A ação foi motivada por provas que indicavam sua intenção de deixar o Brasil, o que levou o MP a solicitar a prisão preventiva. O promotor Ítalo João Chiodelli destacou que a investigação começou em 2025 e que, com a descoberta das intenções de Sumair, foi necessário tomar medidas para garantir a aplicação da lei.
Acusações e Processos Judiciais
A ex-secretária enfrenta dois processos judiciais: uma ação penal e uma ação de improbidade administrativa. As investigações revelaram que entre setembro e dezembro de 2024, Sumair realizou pelo menos 20 transferências bancárias irregulares. Como parte do processo, seus bens foram bloqueados pelo MP para assegurar que o município possa ser ressarcido pelo desfalque.
Defesa da Ex-Secretária
A defesa de Sumair, liderada pelo advogado Saturnino Gazola Diniz, afirmou que não havia justificativa legal para a prisão, uma vez que não existia nenhuma medida cautelar que restringisse sua capacidade de viajar. Ele argumentou que a acusação de que a ex-secretária estaria se preparando para deixar o país não era suficiente para justificar a detenção, uma vez que o prazo para apresentar defesa ainda estava aberto.
Repercussão e Implicações
O caso gerou grande repercussão na mídia local, levantando discussões sobre a gestão de recursos públicos e a responsabilidade de autoridades. Além disso, a situação de Sumair ressalta a importância de medidas preventivas em casos de corrupção, como a proibição de viagens internacionais para indivíduos sob investigação. A defesa criticou a decisão judicial, afirmando que a prisão não é uma solução justa e que existem alternativas menos severas.
Próximos Passos
O desdobramento deste caso permanecerá em foco enquanto os processos legais avançam. O MP continuará a investigar a extensão do desvio e os possíveis impactos financeiros sobre o município. A sociedade aguarda por um desfecho que traga justiça e responsabilidade aos envolvidos, enquanto o debate sobre a integridade na administração pública se intensifica.