{"id":8480,"date":"2026-03-09T00:04:13","date_gmt":"2026-03-09T03:04:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.7tvs.com.br\/7tvs\/2026\/03\/09\/so-podia-ser-mulher\/"},"modified":"2026-03-09T00:04:13","modified_gmt":"2026-03-09T03:04:13","slug":"so-podia-ser-mulher","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.7tvs.com.br\/7tvs\/2026\/03\/09\/so-podia-ser-mulher\/","title":{"rendered":"A Mixtape &#8216;S\u00f3 Podia Ser Mulher&#8217;: Uma Nova Voz no Rap Nordestino"},"content":{"rendered":"\n<p>Neste domingo, 8 de mar\u00e7o, Dia Internacional da Mulher, a rapper pernambucana Bione apresenta sua mais recente mixtape, intitulada &quot;S\u00f3 Podia Ser Mulher&quot;. Este projeto, que re\u00fane sete faixas autorais, chega \u00e0s plataformas de streaming acompanhado de um material audiovisual que ser\u00e1 lan\u00e7ado no canal da artista no YouTube.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Narrativas Femininas nas Periferias<\/h2>\n\n\n\n<p>Natural da Zona Oeste do Recife, Bione utiliza sua m\u00fasica como um meio para compartilhar as viv\u00eancias e os desafios enfrentados por mulheres que moldam suas trajet\u00f3rias nas periferias do Nordeste. &quot;S\u00f3 Podia Ser Mulher&quot; \u00e9 o terceiro trabalho da artista lan\u00e7ado sob o selo pernambucano Aqualtune, uma produtora que se destaca por seu foco no fortalecimento da cultura hip hop independente, composta por mulheres negras.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Desafiando a Visibilidade no Rap<\/h2>\n\n\n\n<p>A faixa de abertura, &quot;Rap de Mina&quot;, provoca reflex\u00e3o ao questionar diretamente o p\u00fablico: &quot;Quantos rappers voc\u00ea segue do Nordeste?&quot;. Originalmente concebida como uma poesia, a m\u00fasica rapidamente se tornou um fen\u00f4meno nas redes sociais, destacando a falta de visibilidade para artistas femininas no universo do rap e evidenciando a persistente desigualdade de g\u00eanero na cena musical.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Um Manifesto de Empoderamento<\/h2>\n\n\n\n<p>Para Bione, essa mixtape surge como um manifesto que celebra a presen\u00e7a feminina no hip hop. &quot;A desigualdade de g\u00eanero \u00e9 uma realidade escancarada no pa\u00eds, especialmente no rap. Contudo, hoje j\u00e1 existem mulheres sendo mais ouvidas por um p\u00fablico que valoriza o empoderamento feminino&quot;, afirma a artista.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Reapropriando Express\u00f5es Machistas<\/h2>\n\n\n\n<p>O t\u00edtulo da mixtape reinterpreta uma express\u00e3o historicamente utilizada de forma pejorativa para desmerecer as mulheres. Bione transforma essa frase em uma ironia e uma afirma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, buscando fortalecer um movimento j\u00e1 existente no Brasil: o de mulheres que n\u00e3o se permitem mais ser apagadas. &quot;Escolhi o nome do projeto para dar voz a um movimento que j\u00e1 est\u00e1 em curso&quot;, explica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Reflex\u00f5es e Homenagens<\/h2>\n\n\n\n<p>Entre as m\u00fasicas do projeto, &quot;Tem que ser Simples&quot; se destaca como uma das faixas mais dan\u00e7antes, incorporando influ\u00eancias do afro house. A can\u00e7\u00e3o que d\u00e1 nome \u00e0 mixtape homenageia cantoras negras que abriram caminhos na m\u00fasica brasileira, como Karol Conk\u00e1, Bia Ferreira e J\u00e9ssica Caetano, enquanto percorre diferentes bairros da Zona Oeste do Recife.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Desafios do Rap Independente<\/h2>\n\n\n\n<p>Para Bione, criar rap independente a partir do Nordeste ainda \u00e9 um desafio, especialmente para quem vem das periferias. &quot;Fazer parte do movimento hip hop dentro de uma produtora independente em Pernambuco \u00e9 complicado, mas seguimos acreditando no nosso processo e mostrando que \u00e9 poss\u00edvel produzir rap de qualidade em nosso lugar de origem&quot;, ressalta.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Temas de Amor e Afeto<\/h2>\n\n\n\n<p>A mixtape tamb\u00e9m aborda o amor, especialmente na faixa &quot;S\u00f3 te aproveitando&quot;, que se destaca como a \u00fanica m\u00fasica rom\u00e2ntica do projeto, expressando um afeto genu\u00edno entre mulheres.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A Trajet\u00f3ria de Bione<\/h2>\n\n\n\n<p>Com oito anos de carreira, Bione j\u00e1 lan\u00e7ou a mixtape &quot;Sai da Frente&quot;, o \u00e1lbum visual &quot;EGO&quot; e o livro de poesia &quot;Furtiva&quot;, publicado pela editora Castanha Mec\u00e2nica. Com seu novo trabalho, a artista reafirma sua identidade e expande o protagonismo feminino no rap nordestino.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Reconhecimento e Parcerias<\/h2>\n\n\n\n<p>Lenne Ferreira, que gerencia a carreira da rapper, destaca que o projeto simboliza o fortalecimento de uma nova gera\u00e7\u00e3o de artistas da cultura negra. &quot;Bione \u00e9 uma jovem intelectual da cultura nordestina que merece ser ouvida em todo o pa\u00eds pela sua criatividade e posicionamento&quot;, afirma. A mixtape tamb\u00e9m conta com colabora\u00e7\u00f5es do selo Hood Cave, e a capa do projeto foi criada pelo designer pernambucano Amokachi, com fotografias de Eduarda Pavoa.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Conclus\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>A mixtape &quot;S\u00f3 Podia Ser Mulher&quot; n\u00e3o \u00e9 apenas um lan\u00e7amento musical, mas uma poderosa declara\u00e7\u00e3o de identidade e resist\u00eancia. Bione, por meio de sua arte, n\u00e3o s\u00f3 desafia os estere\u00f3tipos de g\u00eanero, mas tamb\u00e9m abre espa\u00e7o para novas vozes no rap nordestino, reafirmando a import\u00e2ncia da representatividade e do empoderamento feminino na m\u00fasica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste domingo, 8 de mar\u00e7o, Dia Internacional da Mulher, a rapper pernambucana Bione apresenta sua mais recente mixtape, intitulada &quot;S\u00f3 Podia Ser Mulher&quot;. Este projeto, que re\u00fane sete faixas autorais, chega \u00e0s plataformas de streaming acompanhado de um material audiovisual que ser\u00e1 lan\u00e7ado no canal da artista no YouTube. 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