{"id":7230,"date":"2026-02-22T21:03:13","date_gmt":"2026-02-23T00:03:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.7tvs.com.br\/7tvs\/2026\/02\/22\/reacao-ministerios-absolvicao\/"},"modified":"2026-02-22T21:03:13","modified_gmt":"2026-02-23T00:03:13","slug":"reacao-ministerios-absolvicao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.7tvs.com.br\/7tvs\/2026\/02\/22\/reacao-ministerios-absolvicao\/","title":{"rendered":"Rea\u00e7\u00e3o dos Minist\u00e9rios \u00e0 Absolvi\u00e7\u00e3o de Estuprador em Minas Gerais"},"content":{"rendered":"\n<p>Recentemente, os Minist\u00e9rios dos Direitos Humanos e da Cidadania e das Mulheres emitiram uma nota conjunta em resposta \u00e0 decis\u00e3o da 9\u00aa C\u00e2mara Criminal Especializada do Tribunal de Justi\u00e7a de Minas Gerais. A c\u00e2mara absolveu um homem de 35 anos, que havia sido condenado pelo estupro de uma menina de 12 anos. O caso, que ocorreu na cidade de Indian\u00f3polis, no Tri\u00e2ngulo Mineiro, gerou indigna\u00e7\u00e3o e cr\u00edticas por parte das autoridades.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Contexto da Absolvi\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>O homem em quest\u00e3o foi condenado a nove anos de pris\u00e3o, mas deixou o sistema prisional em 13 de fevereiro ap\u00f3s a concess\u00e3o de um alvar\u00e1 de soltura. De acordo com informa\u00e7\u00f5es da Secretaria de Estado de Justi\u00e7a e Seguran\u00e7a P\u00fablica de Minas Gerais, a decis\u00e3o da c\u00e2mara foi de que o relacionamento entre o r\u00e9u e a v\u00edtima era consensual, o que levou \u00e0 derrubada da senten\u00e7a de primeira inst\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Posicionamento dos Minist\u00e9rios<\/h2>\n\n\n\n<p>Na nota, os minist\u00e9rios ressaltaram que o Brasil deve garantir a prote\u00e7\u00e3o integral de crian\u00e7as e adolescentes, conforme estabelecido pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal e pelo Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente (ECA). Eles afirmaram que a anu\u00eancia familiar e alega\u00e7\u00f5es de v\u00ednculo conjugal n\u00e3o podem ser utilizadas para justificar a viola\u00e7\u00e3o dos direitos de menores. A declara\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m enfatizou o rep\u00fadio ao casamento infantil, que perpetua desigualdades sociais e de g\u00eanero.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Dados Alarmantes sobre Casamentos Infantis<\/h2>\n\n\n\n<p>Os minist\u00e9rios chamaram a aten\u00e7\u00e3o para o fato de que, em 2022, mais de 34 mil crian\u00e7as entre 10 e 14 anos estavam em uni\u00f5es conjugais no Brasil, sendo a maioria meninas negras ou pardas, muitas vezes em regi\u00f5es com hist\u00f3rico de vulnerabilidade. Essa realidade refor\u00e7a a necessidade urgente de a\u00e7\u00f5es efetivas para eliminar pr\u00e1ticas que violam os direitos humanos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Compromissos Internacionais e Passos Futuros<\/h2>\n\n\n\n<p>Os minist\u00e9rios manifestaram que o Brasil assumiu compromissos internacionais para erradicar o casamento infantil, destacando recomenda\u00e7\u00f5es do Comit\u00ea da Conven\u00e7\u00e3o sobre a Elimina\u00e7\u00e3o de Todas as Formas de Discrimina\u00e7\u00e3o contra as Mulheres (Cedaw). Essas recomenda\u00e7\u00f5es incluem a fixa\u00e7\u00e3o da idade m\u00ednima para o casamento em 18 anos, sem exce\u00e7\u00f5es. A nota conclui que decis\u00f5es judiciais devem estar alinhadas a esse marco normativo, a fim de garantir a prote\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Investiga\u00e7\u00e3o e Rea\u00e7\u00f5es Locais<\/h2>\n\n\n\n<p>A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) apresentou uma den\u00fancia ao Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ), que j\u00e1 iniciou uma investiga\u00e7\u00e3o sobre a decis\u00e3o do Tribunal de Justi\u00e7a de Minas Gerais. O Minist\u00e9rio P\u00fablico de Minas Gerais (MPMG) tamb\u00e9m se pronunciou, afirmando que tomar\u00e1 as devidas provid\u00eancias processuais em rela\u00e7\u00e3o ao caso, relembrando que a jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a garante a presun\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade para crian\u00e7as e adolescentes abaixo de 14 anos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Defensoria P\u00fablica e o Direito de Defesa<\/h2>\n\n\n\n<p>A Defensoria P\u00fablica de Minas Gerais, que recorreu da condena\u00e7\u00e3o de primeira inst\u00e2ncia, defendeu seu papel ao afirmar que agiu para garantir o direito de ampla defesa do r\u00e9u, conforme seus deveres constitucionais. Essa posi\u00e7\u00e3o levanta quest\u00f5es sobre o equil\u00edbrio entre a defesa dos direitos individuais e a prote\u00e7\u00e3o das v\u00edtimas em casos de viol\u00eancia sexual.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Conclus\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>O caso que resultou na absolvi\u00e7\u00e3o do homem acusado de estuprar uma menina de 12 anos n\u00e3o apenas levanta preocupa\u00e7\u00f5es sobre a aplica\u00e7\u00e3o da lei, mas tamb\u00e9m reflete a necessidade de um olhar mais atento \u00e0s quest\u00f5es de vulnerabilidade infantojuvenil. A resposta dos minist\u00e9rios, junto com as a\u00e7\u00f5es do CNJ e do MPMG, sugere um movimento em dire\u00e7\u00e3o a uma maior prote\u00e7\u00e3o dos direitos das crian\u00e7as e adolescentes no Brasil, destacando a urg\u00eancia de um debate mais amplo sobre o tema.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Recentemente, os Minist\u00e9rios dos Direitos Humanos e da Cidadania e das Mulheres emitiram uma nota conjunta em resposta \u00e0 decis\u00e3o da 9\u00aa C\u00e2mara Criminal Especializada do Tribunal de Justi\u00e7a de Minas Gerais. A c\u00e2mara absolveu um homem de 35 anos, que havia sido condenado pelo estupro de uma menina de 12 anos. 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