Mediação comunitária fortalece justiça na periferia de Salvador
Desde o início de 2023, os moradores do Nordeste de Amaralina, em Salvador, têm acesso ao Juspopuli – Escritório Popular de Mediação de Conflitos. Essa iniciativa visa fortalecer o acesso à justiça e promover a cidadania na região, oferecendo uma alternativa ao sistema judicial tradicional.
Alternativa à morosidade judicial
O Juspopuli está localizado no Centro Social Urbano Nordeste de Amaralina, no Beco da Cultura. Ele oferece escuta qualificada, orientação jurídica e mediação de conflitos gratuitamente. De acordo com o Conselho Nacional de Justiça, o tempo médio para o primeiro julgamento na Bahia é de 725 dias, o que torna essa iniciativa ainda mais relevante.
Demandas recorrentes na comunidade
Após quatro meses de funcionamento, o Juspopuli tem lidado com casos comuns na comunidade, como pensão alimentícia, guarda de filhos, separações consensuais e conflitos de vizinhança. Esses incluem disputas por limites de muros, barulho e uso compartilhado de espaços.
Importância do diálogo na mediação
Vera Leonelli, coordenadora de projetos do Juspopuli, destaca que a mediação prioriza o diálogo e o protagonismo das partes envolvidas. A solução é construída em conjunto, evitando o desgaste e a demora de processos judiciais.
Impacto social e cultural
Além de resolver conflitos imediatos, a iniciativa fortalece a autonomia dos moradores, ampliando o conhecimento sobre direitos e incentivando soluções pacíficas. Isso ajuda a desconstruir o estigma de violência associado às periferias, promovendo uma cultura de paz.
Expansão dos serviços
O atendimento ocorre às terças, quartas e quintas-feiras, abrangendo também comunidades vizinhas como Santa Cruz e Vale das Pedrinhas. Há planos para expandir as atividades para outros bairros de Salvador, ampliando o alcance da justiça comunitária.
Para mais informações sobre mediação comunitária, consulte CNJ.