Mercado EGBÉ impulsiona projetos negros no audiovisual brasileiro
O Mercado EGBÉ concluiu sua primeira edição, realizada de 8 a 10 de abril de 2026, promovendo a conexão entre 22 projetos de diversas regiões do Brasil e sete players do audiovisual nacional. O evento, parte da 9ª EGBÉ – Mostra de Cinema Negro, foi um marco para a negociação e desenvolvimento de obras de autoria negra, destacando Sergipe no cenário nacional de mercados do setor.
Participação expressiva de Sergipe
Dos projetos selecionados, 10 eram de realizadores sergipanos, evidenciando a força da produção local em um ambiente historicamente centralizado fora do estado. Esta foi a primeira ação de mercado audiovisual em Sergipe, estruturada para desenvolver obras e facilitar o acesso a agentes estratégicos da indústria.
Encontros com grandes players
Representantes de empresas como Globoplay, Canal Curta! e Conspiração Filmes participaram de rodadas de negócios, onde os realizadores apresentaram suas propostas em sessões de 20 minutos. Antes disso, os participantes passaram por consultorias para aprimorar seus projetos, garantindo uma apresentação eficaz.
Descentralização e inclusão
O evento, realizado em Sergipe de forma gratuita, buscou ampliar o acesso e valorizar cineastas locais, desafiando a concentração de eventos no eixo Rio-São Paulo. A iniciativa facilitou a participação de realizadores que enfrentam dificuldades logísticas para acessar eventos nesses grandes centros.
Posicionamento político e impacto social
Com um mínimo de 50% das vagas reservadas para empresas com participação negra em posições de decisão, o Mercado EGBÉ promoveu um debate sobre a reestruturação do audiovisual brasileiro. A iniciativa destacou o potencial dessas empresas na circulação de renda e no combate às desigualdades do setor.
Resultados e continuidade
O evento culminou com um pitching público, premiando projetos como Onilé e Candomblé de Sergipe. Os resultados apontam para a continuidade dos projetos, abrindo novos caminhos no setor. O Mercado EGBÉ se consolida como um novo eixo de articulação entre criação e indústria, promovendo inclusão e diversidade no audiovisual brasileiro.
Para mais informações, acesse a Agência de Notícias das Favelas.