FIESC defende manutenção da taxa sobre importados para proteger economia
A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) manifestou-se contra a possível revisão da tributação sobre remessas internacionais de até US$ 50, conhecida como “taxa da blusinha”. A entidade, juntamente com outras federações empresariais, defende a manutenção dessa taxa como forma de garantir a competitividade da produção nacional.
Impactos Econômicos Positivos da Tributação
Desde a implementação da cobrança de tributos sobre encomendas internacionais, iniciada com o ICMS em 2023 e ampliada com o Imposto de Importação em 2024, a economia brasileira tem observado melhorias. A FIESC aponta que a medida corrigiu uma distorção histórica, onde produtos importados chegavam ao Brasil com carga tributária muito inferior à aplicada às empresas nacionais, prejudicando a concorrência.
Crescimento do Varejo e Geração de Empregos
O manifesto destaca que a tributação trouxe crescimento para o varejo e gerou empregos. Entre agosto de 2024 e junho de 2025, o setor de vestuário e calçados registrou um aumento de 5,5%, revertendo a queda observada anteriormente. Além disso, o programa Remessa Conforme contribuiu para a criação de 860 mil empregos diretos no comércio e 1,5 milhão na cadeia produtiva, além de 578 mil vagas na indústria.
Arrecadação Federal e Competitividade
As entidades ressaltam que a arrecadação federal aumentou com a medida, e o fim da tributação pode resultar em perdas significativas para os cofres públicos. A manutenção da taxa é vista como essencial para proteger a competitividade da indústria nacional e garantir investimentos futuros.
Posicionamento das Entidades Empresariais
O posicionamento conjunto das entidades empresariais reforça a defesa da “taxa da blusinha” como um instrumento necessário para equilibrar o mercado e proteger empregos no Brasil. A FIESC e seus parceiros acreditam que a manutenção das regras atuais é crucial para a isonomia tributária entre produtos importados e a produção nacional.