1. Home
  2. Últimas
  3. News
  4. Câncer: Rastreamento para câncer colorretal pode ser implementado no SUS
Câncer: Rastreamento para câncer colorretal pode ser implementado no SUS

Câncer: Rastreamento para câncer colorretal pode ser implementado no SUS

0
0

Destaques:

  • Programa de rastreamento pode ser adotado pelo SUS
  • Diretriz já recebeu parecer favorável da Conitec
  • Consulta pública será aberta para contribuições da sociedade

O Sistema Único de Saúde (SUS) está prestes a implementar um novo programa de rastreamento para o câncer colorretal, uma condição que afeta o intestino grosso e o reto, e que tem apresentado um aumento significativo em casos e óbitos. Especialistas já elaboraram diretrizes para a testagem, que foram aprovadas pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).

Nos próximos dias, a Comissão abrirá uma consulta pública para coletar contribuições da sociedade, antes de decidir se as novas medidas serão incorporadas ao SUS. A decisão final será tomada pelo Ministério da Saúde, que já recebeu apoio unânime dos representantes da pasta envolvidos na comissão.

Diretrizes de Testagem

A diretriz recomenda que todas as pessoas entre 50 e 75 anos, sem fatores de risco, realizem um teste imunoquímico a cada dois anos para detectar sangue oculto nas fezes. Caso o resultado seja positivo, o paciente será encaminhado para uma colonoscopia, permitindo a identificação da causa do sangramento e o tratamento adequado.

O foco é diagnosticar lesões pré-cancerígenas e tratá-las antes que evoluam para câncer, aumentando as chances de cura. O epidemiologista Arn Migowski, do Instituto Nacional do Câncer (Inca), ressalta que, apesar da eficácia comprovada desses exames na redução da mortalidade, sua realização ainda é baixa tanto na rede pública quanto na privada.

Benefícios do Rastreamento Organizado

Migowski destaca que um programa de rastreamento bem estruturado pode oferecer benefícios adicionais. Ao contrário de outros tipos de câncer, como o de próstata ou mama, que são detectados apenas em estágios iniciais, o câncer colorretal permite a identificação de lesões pré-cancerosas, o que pode reduzir a mortalidade e a incidência de novos casos.

“O objetivo principal é diminuir a mortalidade, mas podemos também reduzir o número de novos casos”, explica Migowski.

Desafios na Implementação

Embora a diretriz tenha recebido um parecer favorável, o grupo de trabalho ainda discute como implementar as medidas no sistema público brasileiro. A proposta é começar de forma escalonada, atendendo inicialmente algumas localidades e expandindo gradualmente para todo o país, garantindo que o SUS possa atender à nova demanda sem comprometer o atendimento a pacientes com sintomas.

Importância do Diagnóstico Precoce

A presidente da Associação de Gastroenterologia do Rio de Janeiro, Renata Fróes, enfatiza a importância do rastreamento, já que o câncer colorretal frequentemente não apresenta sintomas precoces. O exame imunoquímico é fundamental para identificar o “sangue oculto” nas fezes, enquanto a colonoscopia permite a visualização do interior do intestino e a remoção de pólipos adenomatosos, que são lesões pré-cancerígenas.

Fróes recomenda que a colonoscopia seja realizada por todas as pessoas a partir dos 45 anos. Ela também alerta para os sinais de alerta que devem ser investigados com urgência, como sangramento oculto, emagrecimento, dor abdominal e mudanças no hábito intestinal.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Deixe Seu comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *