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Rio Grande do Norte Lidera Estados com Dívidas Honradas pela União em Janeiro de 2026

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Em janeiro de 2026, o Rio Grande do Norte figurou como o estado com o maior volume de dívidas não honradas cujas garantias foram acionadas pela União. Conforme o Relatório Mensal de Garantias Honradas (RMGH), divulgado pela Secretaria do Tesouro Nacional, o governo federal precisou desembolsar R$ 84,32 milhões para cobrir compromissos do estado potiguar. Este montante faz parte de um total de R$ 257,73 milhões que a União pagou referente a inadimplências de quatro estados e três municípios no período.

Destaque Negativo e Esclarecimentos Oficiais

O valor de R$ 84,32 milhões que a União honrou em janeiro de 2026 colocou o Rio Grande do Norte no topo da lista dos entes federativos que demandaram a intervenção do Tesouro Nacional no mês. Em seguida, figuraram o Rio de Janeiro, com R$ 82,34 milhões; o Rio Grande do Sul, com R$ 70,55 milhões; e o Amapá, que teve R$ 19,55 milhões em garantias executadas. Em resposta a essa situação, a Secretaria Estadual da Fazenda do Rio Grande do Norte (Sefaz) esclareceu que o atraso no pagamento decorreu de um “problema pontual de fluxo de caixa”. A pasta enfatizou que a situação foi rapidamente regularizada e que não há um comprometimento estrutural da dívida estadual, havendo apenas um intervalo entre o vencimento da parcela e a efetivação da contragarantia pela União.

Mecanismo de Garantias e Recuperação de Fundos

Quando um estado ou município falha no pagamento de empréstimos que possuem garantia da União, um processo automático é acionado. O credor notifica o Tesouro Nacional, que prontamente quita o débito. Posteriormente, a União recupera o valor desembolsado por meio da retenção automática de receitas do ente devedor, como as provenientes do Fundo de Participação dos Estados (FPE), acrescidas de encargos. No caso específico do Rio Grande do Norte, quase toda a quantia quitada em janeiro de 2026 foi compensada ainda no mesmo mês, o que mitigou o impacto para o governo federal, embora tenha gerado uma compressão no caixa estadual. É importante destacar que o relatório do Tesouro Nacional também fez menção a contratos relacionados aos municípios de Natal e São Gonçalo do Amarante. No entanto, o próprio demonstrativo esclarece que tais contratos permanecem regulares, sem qualquer indicação de inadimplência por parte das prefeituras ou necessidade de execução de garantias, sendo incluídos apenas para fins de monitoramento e transparência fiscal.

Perspectiva Histórica e o Cenário Ampliado das Dívidas Estaduais

Apesar de ter liderado o ranking de garantias honradas em janeiro de 2026, o Rio Grande do Norte ocupa a 8ª posição no acumulado histórico entre os 19 estados que tiveram parcelas de suas dívidas quitadas pela União desde 2016. Ao longo desses anos, o Tesouro Nacional já efetuou o pagamento de R$ 790,29 milhões em obrigações do estado potiguar. Este valor, contudo, é consideravelmente inferior aos registrados por outras unidades federativas, como Minas Gerais, que soma impressionantes R$ 22,99 bilhões, e Goiás, com R$ 6,65 bilhões. Maranhão, Pernambuco e Piauí também apresentam volumes históricos superiores. A trajetória do RN neste cenário mostra variações significativas: entre 2016 e 2021, o montante coberto pela União atingiu R$ 444,67 milhões. Após um período de menor demanda, o estado voltou a necessitar de cobertura federal em 2025, quando R$ 226,19 milhões foram pagos, culminando no episódio de janeiro de 2026. A Sefaz reitera que todos esses valores foram subsequentemente recuperados pela União através das contragarantias, assegurando que não houve reflexos negativos sobre as políticas públicas ou despesas obrigatórias do estado.

Conclusão

A situação fiscal do Rio Grande do Norte, evidenciada pelo relatório do Tesouro Nacional, destaca a importância do mecanismo de garantias da União para a estabilidade do sistema financeiro nacional. Embora o episódio de janeiro de 2026 tenha posicionado o estado potiguar em uma liderança de pagamentos honrados, as autoridades estaduais asseguram que se tratou de um evento isolado de fluxo de caixa, já regularizado. A análise histórica revela que, apesar de ocorrências pontuais, o volume acumulado de dívidas do RN honradas pela União é substancialmente menor em comparação a outros estados. O monitoramento contínuo e a execução das contragarantias são cruciais para a recuperação dos valores pela União e para a manutenção da saúde fiscal dos entes federativos, garantindo que tais eventos não comprometam a capacidade de investimento e a oferta de serviços públicos.

Fonte: https://agorarn.com.br

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