Mulheres do axé são destaque na Bienal do Livro Bahia
O axé, expressão cultural rica e vibrante da Bahia, ganha um espaço de reflexão e celebração na Bienal do Livro Bahia. Nesta sexta-feira, às 16h, o coletivo Raiz Livraria promove uma mesa com a cantora e escritora Carla Visi, unindo arte, memória e identidade em um evento aberto ao público.
Diálogo sobre cultura e ancestralidade
A atividade será mediada por Katiana Rigaud e contará com a presença do jornalista e escritor Carlos Leal. O encontro propõe um diálogo sobre cultura, ancestralidade e o protagonismo feminino na música baiana. Em destaque, o livro “FemininAXÉ: o axé tem mátria e sua voz é ancestral”, onde Carla Visi narra a presença das mulheres na formação e consolidação do axé.
Axé como resistência e identidade
Mais do que um gênero musical, o axé é uma expressão viva das periferias e favelas, locais onde a cultura pulsa como resistência e identidade. Ao trazer este debate para a Bienal, a Raiz Livraria fortalece a conexão entre literatura, música e as experiências que nascem nesses espaços, muitas vezes invisibilizados, mas essenciais para a construção cultural do país.
Conexão e troca de experiências
Katiana Rigaud destaca que o evento é uma demonstração da “teia de arte e amizade” que gera conexões e conversas enriquecedoras. “Será uma troca especial sobre o universo feminino na música baiana que vamos compartilhar com o público”, afirma.
Carreira e impacto de Carla Visi
Carla Visi, natural de Salvador, ganhou projeção nacional nos anos 1990 como vocalista da banda Cheiro de Amor. Nos anos 2000, seguiu carreira solo, levando sua música para além das fronteiras brasileiras, com turnês internacionais. Sua presença na Bienal reafirma o papel da literatura e da música como ferramentas de valorização da identidade, especialmente nas periferias.
Para mais informações, acesse a Agência de Notícias das Favelas.